Archive of September 2013

Sep 30, 2013

Existe terrorismo bom?

Rolihlahla criou uma milícia em seu país, apesar da oposição dos companheiros, que condenavam a violência. Ele vestiu-se com trajes militares, escondeu-se com seus homens na mata e distribuiu armas. Seu grupo começou a explodir bombas, sabotar fábricas, atirar em guardas desprevenidos e espalhar o pavor entre a população civil. Rolihlahla incitava a violência contra membros da elite e muita gente acabou sendo assassinada na onda de atentados que se seguiu. Até que prenderam Rolihlahla.

Sujeito horrível esse Rolihlahla, não é? Terrorista da pior espécie, não há dúvida. Por sorte, ele foi condenado à prisão perpétua. Aliás, talvez você já tenha ouvido falar dele. Ele é mais conhecido pelo nome inglês que adotou depois do batismo cristão: Nelson. Nelson Mandela. Depois de mais de um quarto de século cumprindo pena, Mandela foi solto em 1990, elegeu-se presidente em 1991 e hoje, já aposentado, é talvez a personalidade política mais admirada do planeta. Aposto que você gosta dele.

Em 1993, Mandela pendurou no pescoço a medalha dourada do Prêmio Nobel da Paz. Mas espera aí, um Nobel da Paz para um terrorista? Pode? Claro que pode. Mandela não foi nem o primeiro nem o único terrorista agraciado com o prêmio mais importante do mundo. Também há diplomas da Fundação Nobel nas salas de estar de Menachem Begin e de Yasser Arafat.

Begin e Arafat têm trajetórias bastante parecidas – ambos dedicaram a juventude à luta pela criação de um Estado para o seu povo. Ambos explodiram bombas, mataram uma porção de civis e espalharam pânico. Ambos conseguiram chamar a atenção da comunidade internacional para suas causas graças à violência e acabaram escolhidos líderes de seus povos depois de abandonarem o terrorismo.

Por fim, ambos foram agraciados com o Nobel da Paz por conseguirem uma trégua no conflito que ajudaram a começar. Mas Begin e Arafat têm uma diferença significativa: estão em lados opostos. (Begin liderava o Irgun, grupo terrorista judaico dos anos 40 que pretendia expulsar os ingleses da Palestina e criar o Estado de Israel. Acabou se tornando primeiro-ministro do país e ganhou o Nobel de 1978, pelo acordo de paz com o Egito. Arafat criou a Al Fatah, a primeira das organizações islâmicas a explodir bombas na Israel de Begin. Terminou como chefe da Autoridade Palestina e ganhou o Nobel de 1994, pela paz – breve – obtida com Israel.)

Begin, Arafat e Mandela não demonstram nenhum arrependimento pelos atos violentos cometidos no passado. Os três garantem que foram forçados a chegar a esses extremos por uma boa causa. Muito bem. Poucas causas são tão “justas” quanto a defesa da natureza. Ninguém que não seja muito inconseqüente ou politicamente incorreto é a favor da extinção de animais, por exemplo. Isso quer dizer que todo tipo de atentado pode ser cometido em nome dessa causa?

A ONG Sea Shepherd, por exemplo, costuma arremessar sua traineira contra baleeiros em alto-mar. Já afundou oito deles e não pretende parar. Sua tática é terrorista – espalha pânico entre os caçadores de baleias para fazê-los desistir da atividade. A Sea Shepherd nunca machucou ninguém durante os ataques, mas Paul Watson, seu fundador, em entrevista à Super, publicada em novembro de 2000, disse com todas as letras que não hesitaria em matar alguém se fosse absolutamente necessário para salvar uma baleia. “A sobrevivência da espécie é anterior aos direitos do indivíduo”, afirmou.

A Frente de Libertação da Terra (ELF) e a Frente de Libertação dos Animais (ALF) são ainda mais radicais. Ambas adotam expedientes como incendiar casas em bairros onde haja vida silvestre ou depredar lojas do McDonald’s porque defendem a idéia de que todos devemos ser vegetarianos. Este ano, militantes da ALF espancaram o diretor de um laboratório científico que fazia testes com animais. O incêndio de lojas do McDonald’s virou moda e foi adotado por ativistas antiglobalização, como o francês José Bové, aquele que, em janeiro, comandou, no Brasil, destruição de uma lavoura da Monsanto sob a alegação de que eram plantas transgênicas. Outra “causa justa”.

“Sou totalmente a favor das causas ecológicas”, afirma o sociólogo Gabriel Cohn, da Universidade de São Paulo. “Mas seja qual for a causa, ela não será vencida com violência. Se o McDonald’s tem um valor simbólico para os manifestantes ecológicos ou antiglobalização, é justo que alguém faça um protesto simbólico, com faixas ou pixações, por exemplo. No momento em que se fazem ataques reais, ameaçando vidas humanas, os manifestantes se colocam no mesmo nível dos celerados que derrubaram o World Trade Center”, diz.

O historiador das religiões Philip Jenkins, da Universidade da Pensilvânia, Estados Unidos, outro estudioso da violência, tem opinião parecida. “Nenhuma causa é boa o suficiente para justificar a morte de inocentes”, diz. Jenkins estabelece um limite claro para separar as lutas legítimas do terrorismo condenável. Se civis têm suas vidas ou sua propriedade ameaçada, então o ato foi longe demais. Pelo mesmo critério, a Resistência Francesa, que atacava apenas alvos militares com táticas de guerrilha na Segunda Guerra Mundial, se justifica. Mas a luta de Mandela não.

Pelo mesmo critério, também, a atuação dos Estados Unidos durante a Guerra Fria – apoiando o terrorismo de Estado na América Latina, financiando grupos terroristas de oposição em países comunistas como Camboja e Angola, e fortalecendo extremistas que viriam a se tornar terroristas, como o Próprio bin Laden, no Afeganistão – é completamente condenável. Tal política foi conduzida pelo secretário de Estado Henry Kissinger (que, dias após o atentado de Nova York, afirmou que “tão culpados quanto os terroristas são aqueles que os apóiam, financiam e inspiram”). “Kissinger é o terrorista-mor”, diz Cohn. Pois bem. O terrorista-mor, assim como Mandela, Begin e Arafat, também ganhou seu Nobel da Paz – em 1973, pelo fim da Guerra do Vietnã.

Será que isso quer dizer que, no mundo real, por mais condenável que seja, a violência é muitas vezes o único caminho contra um inimigo mais forte? Com certeza não. A história tem alguns exemplos de pessoas que se recusaram a matar inocentes em nome de uma causa. É o caso de Mahatma Gandhi, herói da independência indiana, que pregava a resistência pacífica aos colonizadores ingleses. Ah, sim. Ao contrário dos terroristas Arafat, Begin, Kissinger e Mandela, Gandhi jamais ganhou o Nobel da Paz.

Fonte: Superinteressante, outubro/2001

Por que o Mar Egeu se chama Mar Egeu

Um dia, Andrógeo, que era filho de Minos (Rei de Creta), foi às Olimpíadas e ganhou todos os prêmios, ridicularizando os atletas gregos. Então Egeu, rei de Atenas, excedeu-se e matou Andrógeo.

Ao saber do crime, Minos jurou vingar seu filho. Chegou a Atenas com toda a sua frota, tomou a cidade, saqueou-a totalmente e, como reparação, exigiu o envio anual de doze jovens vitimas para servir de refeição ao Minotauro.

É aí que se coloca o célebre episódio de Teseu, filho do rei de Atenas, oferecendo-se para ir a Creta matar o Minotauro e deste modo por fim ao massacre da juventude grega. Conhece-se a seqüência. Teseu chega a Cnossos, onde Ariana, filha de Minos se apaixona por ele. Propõe a Teseu ajudá-lo a vencer o Minotauro e sair do labirinto, com a condição de ele a levar e casar com ela depois da vitória. O jovem promete tudo, penetra no dédalo tendo na mão a extremidade do fio que Ariana desenrola na saída. Depois de ter morto o monstro, só tem de seguir o fio para encontrar a saída.

Podia terminar-se esta história como um conto de fadas, escrevendo que Teseu e Ariana casaram e tiveram muitos meninos… Infelizmente não foi esse o caso e tudo terminou em tragédia. Na volta, Teseu teve a fatalidade de fazer escala na ilha de Naxos. Aí vivia Dionísio, que também se apaixonou pela bela Ariana e a raptou para a levar para Limos. Deprimido pelo fim brutal do seu romance, Teseu voltou a Atenas; mas, prostado, esqueceu que havia combinado com o pai que em caso de vitória içaria velas brancas, ao invés das habituais velas negras. Assim parecia que o luto pesava sobre a nave quando foram prevenir o rei de Atenas do regresso do navio de seu filho. Egeu correu junto à Acrópole, viu as velas negras, julgou seu filho morto, e desesperado, lançou-se no mar que então tem o seu nome.

Sep 26, 2013

Tradições Natalinas Croatas

O período do ano ao qual nos aproximamos leva-nos a uma fantasia real e irreal. Este verdadeiro Natal que se aproxima diante de nós, desejamos comemorá-lo com a mesma chama de felicidade que fica latente em nosso íntimo, escondida durante o ano inteiro e aguardando a oportunidade para que lentamente possa explodir e sintamos como se vivêssemos pelo NATAL o ano inteiro. Gostaríamos de transmitir as fantasias infantis aos que vivem ao nosso redor. Relembramos os fatos que vivenciamos, nos mínimos detalhes, e nos tornamos conscientes das lindas tradições que acompanharam e ainda acompanham esta época.

Mesmo que a Festa de Todos os Santos seja entendida pelo povo como “O Primeiro Natal” ou o seu primeiro passo, vindo em seguida a festa de São Martin (11/11) e depois Santa Catarina (25/11) e Santo André (30/11), deixam atributos que nos levam ao final do Outono e começo do Inverno, que até pela tradição nos lembram símbolos natalinos. O dia mais representativo do início do período Natalino é a data da festividade de Santa Bárbara e seu mais próximo seguidor, São Nicolas. Eles são os primeiros santos do Advento.

O período do Advento é um momento de preparação espiritual em que durante as quatro semanas que antecedem o Natal é característico neste período o jejum e a oração, que são uma tradição muito mais popular do que propriamente uma recomendação da Igreja. Este é um tempo de celebração da missa vespertina, a qual até há pouco tempo o povo seguia com lamparinas. Neste período as pessoas não exprimiam alegria e não era período de casamento após o dia de Santa Catarina. Cantavam-se músicas do Advento: “Os pássaros cantam formosamente” e “Ave seja Maria”, que simboliza a chegada do Salvador do Mundo.

O dia de Santa Bárbara, intercessora da morte inesperada, apresenta muitos seguidores que por ela foram influenciados, como doentes e algumas categorias de profissões perigosas (bombeiros, mineiros e soldados) que admiram-na como sua protetora. A lenda de sua vida santa, que viveu no século III, é ligada aos mais simples e humildes, poucas eram as casas que não tinham a sua imagem (a única santa que possuía cálice em suas mãos). A tradição natalina ligada a ela é através da semeadura de grãos de trigo que são colocados em um prato. Estes começam a brotar e seu verde demostra a fartura natalina.

O mais querido Santo antes do Natal é São Nicolas, quando adultos festejam este grande Bispo da Eurásia, do IV século da cidade de Mira, como grande santo festejado pelos marinheiros e viajantes e por todas as outras profissões ligadas a água, como nos Moinhos. As crianças são as mais felizes, pois ele é o seu grande presenteador.

Na Croácia convivem duas tradições de São Nicolas com respeito a entrega dos presentes para as crianças. Além de esconder os presentes para as crianças na noite anterior e colocar os presentes nos sapatos ou botas, está presente a tradição de disfarçar uma pessoa como São Nicolas com roupas de bispo, acompanhado do “krampus” ou “diavolo” (que é outra pessoa disfarçada).

Enquanto na Croácia Nicolas é um santo um tanto independente, bem como na maior parte da Europa, o cristianismo evangélico da Europa Ocidental e América do Norte mudou um pouco esse personagem, convertendo-o em Santa Claus, termo desconhecido até algum tempo atrás pelo povo croata.

Na segunda parte do advento, o papel mais importante é assumido por outro Santo: Santa Lucia. A ela também o povo croata respeita e festeja seu dia (13/12), acompanhado de outras tradições e crenças. Santa Lucia faz parte do grupo de santos mártires do início do cristianismo. Viveu em Siracusa no século III. É considerada a protetora dos olhos e por isso sua iconografia sempre tem na mão um prato com dois olhos. Foi muito respeitada, querida e venerada entre as mulheres croatas, tanto que em muitas cidades era proibido nesse dia o trabalho para as mulheres, eram proibidas tarefas como costura, trabalhos com a terra, etc.

O povo também acredita no significado especial da data da Santa Lucia com os 12 dias restantes antes do Natal. Assim também esses dias foram chamados como “brojanice” (rosário). Com eles se prognosticava como seria o tempo nos próximos 12 meses do ano (conforme o dia, assim seria o mês do ano seguinte). Além disso, as jovens que queriam casar escreviam em doze papéis os nomes dos moços com quem gostariam de se casar. Durante esses dias jogavam um papel sem olhar o nome, o último papel elas liam durante a missa do galo e esse nome era aquele que era o predestinado e melhor partido para elas.

As pessoas que na data de Santa Bárbara (semana anterior a Santa Lucia) não tivessem colocado o trigo a germinar, seria a última oportunidade na data de Santa Lucia para germinar o trigo que seria colocado como arranjo principal na mesa de Natal, como augúrio de um ano próspero e abundante, outra das tradições croatas muito fortes de Natal.

Em algumas regiões da Croácia como na Dalmácia e parte da Eslavônia, os presentes para as crianças são trazidos por São Lucas, no lugar de São Nicolas, mantendo a mesma tradição.

Enquanto todos nos alegramos com a chegada do Natal, também começamos a nos perguntar de que forma queremos receber o Natal, pensando em preparar todos os detalhes necessários para que nada falte.

Por isso os preparativos se intensificam na terceira semana, quando têm que ser solucionados diversos detalhes dos festejos. Nessa semana aparece um outro santo, São Tomas (21/12), data na qual se começa a preparar a comida. Enquanto os homens preparavam porco ou ovelha, cabra ou peru, as mulheres na casa preparavam os doces e a sobremesa.

Nesse dia ouvimos falar de ditados populares como “São Tomas mata o porco na casa “ ou “São Tomas açougueiro”, um modo de lembrança da data e para que São Tomas abençoe a comida que está sendo preparada.

Assim e nas longas noites de inverno, os lares ficavam bem movimentados. Eram preparados os adornos para decorar todos os ambientes das casas. Muitos desses adornos eram feitos de palha e papel (rosas, correntes, lamparinas e estrelas), douradas ou prateadas, nozes e avelãs, ou envoltas em papel brilhante; também se utilizava para decorar as melhores maçãs vermelhas. Todos esses detalhes eram colocados em galhos de pinho chamados “kinc” ou “cimer”, que são os antecessores das árvores de Natal que apareceram no século XX.

Enquanto as mulheres preparavam todos esses detalhes, os homens providenciavam os materiais para a armação do presépio. É muito difícil hoje em dia imaginar todos esses preparativos da época, quando quase tudo tinha que ser feito manualmente, porque não havia como hoje tudo pronto para comprar, e em um momento arrumar para criar essa atmosfera que nós mesmos geramos em torno dessa data.

Por isto existem alguns detalhes e símbolos de Natal que nos rodeiam, como os galhos de pinho, o fogo, as velas, as maçãs, o trigo, as sementes de trigo, o pão de Natal, o presépio de Belém e a estrela dos três reis magos, entre outros, que são parte da nossa rica tradição e que nos fazem lembrar o Natal.

Em harmonia, paz, amor e em família, eram desejados prosperidade e progresso para todas as pessoas e famílias.

A luz é uma das características mais significativas do Natal na Croácia. Ela permeia tudo, ou aparecendo como a luz no porto, na tocha ou nas lanternas com as quais os fiéis iam à missa da madrugada, ou como a chama já esquecida do fogo do tronco de Natal, da lareira da casa, das velas de Natal na mesa ou das velas coloridas na árvore de Natal decorada, da estrela cadente no presépio de Natal até a estrela reluzente trazida pelos betlemasi, Três Reis Magos ou estrelados. Essa luz é ao mesmo tempo o símbolo do cristianismo na criança recém nascida – Redentor e Salvador. Assim diante de nossos olhos se unem na harmonia maravilhosa séculos distantes, os costumes antescristianos solis invictis – do sol não vencido – no simbolismo do jovem Deus.

O grão de Natal, o costume de semear o trigo para a mesa do Natal é hoje e um dos mais atuais costumes croatas, tanto na cidade como na aldeia. É um costume muito antigo, tem mais de dois mil anos que nos ligam aos Mediterrâneos de Adonis ou jardins cultos que nos levam até a Índia, exceto na Croácia, encontrados nos muitos países católicos da Europa Central. No nosso país adquiriu certas características e, propagado assim, através das missões católicas no mundo, menciona-se como trigo croata.

A maior contribuição pertence à fita decorada da bandeira croata. Embora a bandeira tricolor como símbolo nacional tenha sido utilizada depois das guerras napoleônicas, devemos esse costume ao movimento Ilírico, bem como o trigo enrolado começou a ser o inevitável signo da festa do Natal croata. O verde do Natal, do trigo no vaso até o ramo verde (pode ser hera, salvia, azevim, ramo de carvalho, acer, pinheiro ou árvore de Natal), tem sua origem no costume de decorarem-se os galhos de Natal – os quais na época romana se utilizavam como presentes. Outra tradição é a árvore de Natal, que pela primeira vez aparece na Alemanha no século XVI, na mesma época completamente adotado na Croácia.
Outra das tradições adotadas é a confecção de presépios. Aqui eles se basearam na tradição dos presépios europeus e napolitanos, e podiam ser encontrados nas igrejas do século XVII e nas casas nos últimos 200 anos.

Os exemplos mais antigos podem ser encontrados no norte da Croácia, baseados naturalmente na tradição viva da Europa Central. Na Croácia ainda hoje se podem encontrar numerosas obras-primas da tradição do povo.

Assim poderíamos enumerar inúmeros dados sobre outros acontecimentos do Natal, signos e símbolos, da palha de Natal até maçãs vermelhas, de canções de Natal até os cumprimentos do Natal.

Finalmente mencionamos um velho costume durante “doscasce” que existia no nosso povo: aqueles que tinham mais, na época que antecedia o Natal, presenteavam àqueles que precisavam de ajuda. Esse presente em dinheiro, comida ou lenha chamava-se presente de Natal e hoje tal como antigamente podemos ver ao nosso redor, porque ainda hoje existem muitos aos quais podemos alegrar, presentearmos de coração, consolarmos aqueles sem amor e darmos o calor dos nossos corações. O sentido do Natal é a alegria de doar.

A longa tradição dos presépios croatas de Natal

Na Croácia a confecção de presépios é uma tradição adotada, que apareceu com base em influências européias, napolitanas, sicilianas e tirolesas, através das ordens franciscana e jesuíta, encontradas nas igrejas desde o século XVII e nas casas nos últimos duzentos anos.

As mais antigas foram confeccionadas no século XVII por um artesão desconhecido. São encontradas na capela do Nascimento de Jesus na ilha Kosljun, perto de Punat, na ilha de Krk.

Antes dessas só são encontradas imagens literárias do nascimento de Cristo. Com essas estão decoradas quase todas as catedrais e numerosas igrejas croatas, das quais as mais valiosas alcançam ate o séc. XIII, embora o item mais antigo e com certeza mais valioso seja a tábua de pedra com a figura do nascimento de Cristo e da inclinação dos Reis Magos na igreja de Sta. Nedjeljica em Zadar do séc. XI.

A confecção dos presépios no território da República da Croácia, pode ser dividida em três direções básicas: os presépios da igreja, depois os familiares/tradicionais e aqueles de autores ou artistas contemporâneos.

Os presépios das igrejas podem ser observados através de alguns exemplos, desde os barrocos de Belice em Međimurje até o séc. XVIII, monastério dos capuccinos e em Varaždin do final do séc. XIX até aqueles no estilo folclórico do início do séc. 20, representados pelos da igreja Virgem da Otok em Solin, feito em 1530, e igreja de São Blas em Zagreb, 1915. Eles hoje apresentam um destacado valor museólogico, uma herança histórica-cultural e nacional de valor inestimável.
Os mais lindos e mais antigos exemplos de presépios populares do Natal são encontrados no noroeste da Croácia no final do século 19 e início do século 20 e são considerados a obra-prima da manufatura popular. Normalmente eram colocados em lugar de destaque na casa, no ângulo do quarto principal ou dentro do quarto, em cima da mesa, geralmente de forma triangular, confeccionados em madeira, com as decorações em papel e pequenas figuras de madera ou terra seca. No meio da construção e do curral eram colocadas as figuras ricamente construídas da cidade de Betlehem, e por isso se chamam Betlehem. Hoje os presépios encontram seu lugar debaixo da quase toda árvore de Natal.

A confecção contemporânea dos presépios foi apresentada por exposições de conhecidos artistas contemporâneos, Blaz Devicic de Lika, Žugi Popijaca de Hrvatsko zagorje, Prof. Kuzma Kovacic, Vinko Fabris, Lojzika Ulman, o artista autoditata Mate Mihinica, Franjo Hramina, Josip Cugovcan, a irmã Samuela Premuyic, artista dos materiais naturais.

Um retrospecto da confecção dos presépios da Croácia mostra um estudo da manufatura, bem como aquela mais conhecida nas casas que encontramos na época de Natal nas nossas pesquisas do terreno. Mas tambem é resultado do trabalho na apresentação daquele aspecto da herança cultural que o Museu Etnográfico apresenta dentro do país e no exterior: em Roma, Verona, Trieste, Hamburgo, Viena, Bratislava Arles, apresentou mais de duzentos e cinquenta objetos expostos.

Acreditamos que a sociedade recém-descoberta dos Amigos dos Presépios de Natal da Croácia, fundado este ano, continuará com a preservação, mostrando e cultivando a cultura dos presépios de Natal da Croácia.

Todos os filmes de Tom Cruise são iguais...

Top Gun: Tom Cruise é um piloto de avião. Ele é muito bom, mas um trauma o impede de ser o melhor. Ele se apaixona por uma mulher que o ajuda a superar, e no final ele alcança seu objetivo.

Dias de Trovão: Tom Cruise é um piloto de automóveis. Ele é muito bom, mas um trauma o impede de ser o melhor. Ele se apaixona por uma mulher que o ajuda a superar, e no final ele alcança seu objetivo.

Coquetel: Tom Cruise é um barman. Ele é muito bom, mas um trauma o impede de ser o melhor. Ele se apaixona por uma mulher que o ajuda a superar, e no final ele alcança seu objetivo.

Jerry Maguire: Tom cruise é um agente de atletas. Ele é muito bom, mas depois de ser demitido, fica traumatizado, e este trauma o impede de ser o melhor. Ele se apaixona por uma mulher que o ajuda a superar, e no final ele alcança seu objetivo.

Rain Man: Tom cruise é um importador de carros, um empresário. Ele é muito bom bem-sucedido, mas um trauma o impede de ser o melhor feliz. Ele se apaixona por uma mulher encontra seu irmão autista que o ajuda a superar, e no final ele alcança seu objetivo.

Vanilla Sky: Tom Cruise é dono de uma editora. Ele é muito bom, mas um acidente o impede de se manter como o melhor. Ele se apaixona por uma mulher que o ajuda a superar, e no final ele alcança seu objetivo. Mas descobre que é tudo um sonho.

A Cor do Dinheiro: Tom Cruise é jogador de sinuca. Ele é muito bom, mas sua arrogancia o impede de ser o melhor. Até que Paul Newman aparece e o ajuda a superar, e no final ele alcança seu objetivo.

Questão de Honra: Tom Cruise é um advogado. Ele é muito bom, mas um trauma o impede de ser o melhor. Ele se torna amigo de uma outra advogada que o ajuda a superar, e no final ele alcança seu objetivo.

Minority Report: Tom Cruise é um policial do futuro. Ele é o melhor, mas uma conspiração o coloca sob suspeita. Ele sequestra uma paranormal que o ajuda a superar, e no final ele alcança seu objetivo.

De Olhos Bem Fechados: Tom Cruise é um médico. Ele é muito bom, mas depois de ser quase traído pela mulher, fica traumatizado. Ele se mete em orgias e não come ninguém. Isso o ajuda a superar seu trauma, e no final ele volta para a mulher.

A Firma: Tom cruise é um advogado, mas ao cair em uma rede de intrigas proporcionada pelo mega-escritório em que trabalha, adquire um trauma que o impede de se tornar o melhor. Com a ajuda de sua apaixonada esposa, consegue alcançar seu objetivo.

Entrevista com o Vampiro: Tom Cruise é um vampiro fodão. Ele é muito bom, mas a chegada de um novo vampiro o traumatiza, quase matando-o. Ele se apaixona pelo vampiro e no final alcança seu objetivo.

Magnólia: Tom Cruise é um guru de auto-ajuda machista. Ele é muito bom, mas sua arrogância o impede de ser feliz. Ele encontra seu pai no leito de morte e isso o ajuda a superar, e no fim ele descobre a verdadeira felicidade.

Negócio Arriscado: Tom Cruise é um aluno universitário. Ele é muito bom, mas um trauma o impede de ser o melhor. Ele se apaixona por uma prostituta que o ajuda a superar, e no final ele alcança seu objetivo, virando o cafetão de sua própria mulher.

Nascido em 4 de julho: Tom Cruise é um combatente no Vietnã. Ele é muito bom, mas um acidente o impede de se manter como o melhor. Ele se apaixona por uma mulher, e no final ele alcança seu objetivo, mesmo paralítico.

Missão impossível: Tom Cruise é um espião. Ele é bom. Mas cai numa rede de intrigas e fica traumatizado, o que o impede de ser o melhor. Com a ajuda de uns amigos no fim ele acaba alcançando seus objetivos.

Missão impossível 2: Tom Cruise ainda é um espião. Ele é fodão (o cara faz escalada sem acessório nenhum…). Mas os acontecimentos de seu último filme o deixam traumatizado e isso o impede de ser o melhor. Ele se apaixona por uma mulher e no fim alcança seus objetivos.

O Último Samurai: Tom Cruise é um soldado norte-americano recrutado para treinar o exército japonês do século 19 na luta contra os samurais. Ele é bom. Mas ao ser capturado ele é impedido de ser o melhor e fica traumatizado. Ele provavelmente vai se apaixonar por uma mulher (japonesa), se unir aos samurais e no fim alcançar seus objetivos.

Sep 12, 2013

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